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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Color Esperanza

Sé que hay en tus ojos con solo mirar
que estas cansado de andar y de andar
y caminar girando siempre en un lugar

Sé que las ventanas se pueden abrir
cambiar el aire depende de ti
te ayudara vale la pena una vez más

Saber que se puede querer que se pueda
quitarse los miedos sacarlos afuera
pintarse la cara color esperanza
tentar al futuro con el corazón

Es mejor perderse que nunca embarcar
mejor tentarse a dejar de intentar
aunque ya ves que no es tan fácil empezar

Sé que lo imposible se puede lograr
que la tristeza algún día se irá
y así será la vida cambia y cambiará

Sentirás que el alma vuela
por cantar una vez más

Vale más poder brillar
Que solo buscar ver el sol


(Diego Torres)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Hora do Almoço

No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.

Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada,
lacrada,
selada,
molhada de medo.

Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.

... E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega a morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida


(Belchior)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sueños

Cuando la noche se acerca
hay algo en mi alma que vuelve a vibrar
con la luz de las estrellas
en mis sentimientos te vuelvo a encontrar

Quiero que me mires a los ojos
y que no preguntes nada más
quiero que esta noche sueltes
toda esa alegría que ya no puedes guardar.

Paso las horas fumando
oyendo en el viento la misma canción
porque el tiempo que vale
lo marca el latido de mi corazón

Quiero que me mires a los ojos
y que no preguntes nada más
quiero que esta noche sueltes toda esa alegría
que ya no puedes guardar

Deja que tus sueños sean olas que se van
libres como el viento en mitad del mar
creo que la vida es un tesoro sin igual
de los buenos tiempos siempre quiero más

Soy como el agua del río
y por el camino me dejo llevar
porque aprendí que la vida
por todo lo malo algo bueno te da

Quiero que me mires a los ojos
y que no preguntes nada mas
quiero que esta noche sueltes toda esa alegría
que ya no puedes guardar

Deja que tus sueños sean olas que se van
libres como el viento en mitad del mar
creo que la vida es un tesoro sin igual
de los buenos tiempos siempre quiero más.

Deja que tus sueños sean olas que se van...
creo que la vida es un tesoro sin igual
me dejo llevar...



(Cachorro López - Sebástian Schon - Diego Torres)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Música-que-eu-não-sei-o-nome

Hoje eu nem saí pra rua
Nem olhei pro sol
Hoje preferi a lua
E nem li o jornal

Hoje nem pensei no amor
E nem quis te gostar
Hoje até suportei a dor
A dor de te amar

Tanta gente à minha volta
Que nem deu pra notar
Hoje eu estou tão só
Que é melhor nem falar

Hoje a rua está tão deserta
Como o meu coração
As folhas caem sem muita pressa
Como a solidão

Hoje, agora, nesse momento
Começa a chover
E eu aqui nesse apartamento
Só pensando em você

Tanta gente à minha volta
E nem deu pra notar
Hoje eu estou tão só
E é melhor nem falar...


(Não sei o título dessa música, nem o autor.
Se alguém souber, por favor, me diga para que eu possa dar os devidos créditos!)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Daquilo que eu sei

Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza...

Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido...

Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!


(Ivan Lins)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Relógio

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia

(Vinicius de Moraes)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

No necesito nada

Acostumbrado, equivocado
no veo el cielo, está nublado
apareciste sin que te buscara nadie, no esperaba encontrarte ahí
tal vez tu risa no tenía sombras, no tenía cara
fue todo lo que ví
me prestaste un beso
me prestaste calma
me prestaste todo lo que me faltaba
tenés la receta justa para hacerme sonreir
y todo el tiempo
sabés lo que me asusta
sabés lo que me gusta estar con vos
me robaste el cuerpo
me robaste el alma
ya es tuya la voz con la que antes cantaba
me quitás el sueño
me quitás el habla
pero si estoy con vos no necesito nada

na na na na... nada
na na na na... nada
(no necesito nada)


(No Te Va Gustar)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Jornais

Quantos filhos esperaram a chegada de seus pais
Tantos deles não vieram Não chegaram nunca
A calçada não é casa, não é lar Não é nada
Nada mais do que um caminho que se passa
Tão estranho pra quem fica... pra quem fica
As palavras no asfalto, nessa vida são tão duras
O carinho não consola mas apenas alivia
A calçada não é cama Não é berço Não é nada
Nada mais nos faz humanos sem afeto
E o medo é um abraço tão distante de quem fica

Onde vai? Nós estamos de passagem
Onde vai? Onde a rua nos abriga
Onde vai? Estamos sempre de partida
Onde vai? Onde a rua nos abriga desse frio

As pessoas que se enrolam nos jornais não são mais notícia
Elas não esperam de um papel de duas cores mais que um pouco decalor
A calçada não é pai Não é mãe Não é nada
Nada mais do que um abrigo, um refúgio
Tão estranho pra quem passa... Pra quem passa


(Thedy Corrêa)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A pedidos... Bernadete!

Não sei porque
Fui casar com Bernadete
Essa mulher
Gruda em mim
Que nem chiclete
Eu contratei
Os serviços de um pivete
Para matá-la
A golpes de canivete
Se não morrer,
Retalha ela com gilete
Ela foi para o hospital
O nariz e um olho
Ela perdeu
Mas não sei como é que pode
A desgraçada não morreu

Ai! Jesus que maldição
Essa tal de Bernadete
Ela só tem uma vida
Mas parece que tem sete

Eu percebi
Que outro nisso
Não se mete
Assim que deu
A esmaguei com meu Chevette
E aluguei
Apartamento em um flat
Comprei champanhe
Bebi inteiro (?)
Agora sim ela virou um omelete
O outro olho
Os braço e as perna ela perdeu
Mas a maldita criatura
De novo sobreviveu

Ai! Jesus ....

(3° e último ato)
Envenenei
O seu prato de espaguete
Pus querosene
Em seu molho vinagrete
E enfiei
No seu ouvido um cotonete
Cheio de ácido
Pra ver se o cérebro derrete
Então fugi (?)
Em minha mobilete
Bastou uma operação
E uma lavagem estomacal
E então me convenci
De que esta praga é imortal

Ai Jesus ...


(Guilherme Bulla)


P.S.: Tem algumas partes da letra (?) que não consegui identificar apenas ouvindo a música. Se alguém souber as palavras que completam os versos, ou se houver alguma correção a fazer, por favor, envie um comentário!

P.S.2: Pra ti, maninho! hehehehe

P.S.3: Veja o vídeo aqui!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meu mundo e nada mais

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia...

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura...

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...


(Guilherme Arantes)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Clichê

Luz e sorriso, doce de amor
Musa do meu feitiço
Como te explicar?
Caso perdido, raso clichê
Sangue do meu suplício
Quem vai te entender?
Corres da minha porta
Somes da minha rua
Mas estás sempre pronta pra mim
Juras que não suportas
Cospes na minha cara
Mas estás sempre nua no fim

Dona da vida, tudo de bom
Dom do meu paraíso
Como te perder?
Bruxa cambota, bicho do mal
Eu que invoquei teu vício
Quem vai te curar?
Corres da minha porta
Somes da minha rua
Mas estás sempre pronta pra mim
Juras que não suportas
Cospes na minha cara
Mas estás sempre nua no fim


(Nei Lisboa)

domingo, 7 de setembro de 2008

Um homem chamado Alfredo

O meu vizinho do lado
Se matou de solidão
Abriu o gás, o coitado
O último gás do bujão
Porque ninguém o queria
Ninguém lhe dava atenção
Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração
Levou com ele seu louro
E um gato de estimação

Há tanta gente sozinha
Que a gente mal adivinha
Gente sem vez para amar
Gente sem mão para dar
Gente que basta um olhar
Quase nada
Gente com os olhos no chão
Sempre pedindo perdão
Gente que a gente não vê
Porque é quase nada

Eu sempre o cumprimentava
Porque parecia bom
Um homem por trás dos óculos
Como diria Drummond
Num velho papel de embrulho
Deixou um bilhete seu
Dizendo que se matava
De cansado de viver
Embaixo assinado Alfredo
Mas ninguém sabe de quê


(Vinicius de Moraes / Toquinho)

domingo, 31 de agosto de 2008

Telhados de Paris

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

(Nei Lisboa)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Confissão

Páginas ao vento em confissão
Luas de setembro, céus em minhas mãos
Nuvens em assombro e procissão
Luas que me lembram noites que virão
Abre-se a razão sobre a razão de ser
Como no instante de te ver
E eu vejo a vida vindo ao meu encontro
E vejo agora o que amanhã chegar
Eu tenho os olhos sobre o teu encanto
E tudo a desvendar
Os quatro cantos desse mundo
Eu tenho a febre feita de alcançar
E tenho a força bruta das palavras
Ditas para amar

Mágicos inventos de verão
Luz e movimento, tempo em prontidão
Chamas de um incêndio e mansidão
Noites que amanhecem dias que virão
Abre-se o clarão sobre a razão de ser
Como um milagre a percorrer
E eu tenho o sol guiando meu caminho
E tenho as senhas pra te conquistar
Eu tenho o norte sob o fio da espada
E cada dia a me esperar
Nos quatro cantos desse mundo
E tantos quantos tenha de alcançar
Eu tenho a sorte de viver cantando
E o céu a me ajudar


(Nei Lisboa)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um blues pra você chorar

Pediu pra eu esquecer
Pega e some de vez
Sem saber que assim era pior
Tá certo que eu pisei na bola
Tudo bem
Mas o teu amor não é esmola
Pra quem te trata bem
Tua vida virtual, só te deixou na mão
O teu amor não é normal, ele é ponto com

Não pense que eu fiquei triste
Pensando em te ligar
Eu preferi fazer...

Um Blues pra você chorar um poquinho por mim


(Canastra Suja)

domingo, 17 de agosto de 2008

Love you 'till the end

I just want to see you
When you're all alone
I just want to catch you if I can
I just want to be there
When the morning light explodes
On your face it radiates
I can't escape
I love you 'till the end

I just want to tell you nothing
You don't want to hear
All I want is for you to say
Why don't you just take me
Where I've never been before
I know you want to hear me
Catch my breath
I love you 'till the end

I just want to be there
When we're caught in the rain
I just want to see you laugh not cry
I just want to feel you
When the night puts on its cloak
I'm lost for words don't tell me
Cuz all I can say
I love you 'till the end


(The Pogues, P.S. I love you)

domingo, 13 de julho de 2008

Gracias a la vida...

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida


(Mercedes Sosa)

sábado, 12 de julho de 2008

Não vou me adaptar

Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...



(Titãs / Arnaldo Antunes)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

I want to break free

I want to break free
I want to break free
I want to break free from your lies
You're so self satisfied I don't need you
I've got to break free
God knows, God knows I want to break free.

I've fallen in love
I've fallen in love for the first time
And this time I know it's for real
I've fallen in love, yeah
God knows, God knows I've fallen in love.

It's strange but it's true
I can't get over the way you love me like you do
But I have to be sure
When I walk out that door
Oh how I want to be free, baby
Oh how I want to be free,
Oh how I want to break free.

But life still goes on
I can't get used to, living without, living without,
Living without you by my side
I don't want to live alone, hey
God knows, got to make it on my own
So baby can't you see
I've got to break free.

I've got to break free
I want to break free, yeah
I want, I want, I want, I want to break free.


(Queen/John Deacon)

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Muro (Pra poesia me fazer voar)

O muro imposto a minha infância livre
Me fez cativo no viver liberto
Prendendo os sonhos que em guri eu tive
Tornando longe o que morava perto

(Eu tinha o mundo no quintal da casa
Angico, salsos e melões maduros
Só me faltava ter um par de asas
Para ter coragem de transpor o muro)

Agora eu sei que tinha um céu aberto
E que no pátio era mais liberto
(Pois era livre pois saber sonhar)
E quem diria que no meu futuro
Todo passado pularia o muro
(Para a poesia me fazer voar)


(Jairo Lambari Fernandes)